carta de despedida.
foi tentando te superar que pude aprender uma coisa: a magia está em ser suficiente sozinho. para mim mesmo e para quem mais estivesse disposto a me amar. foi um processo demorado, mas chegou o dia, no qual eu aprendi que as minhas feridas podiam deixar marcas; porém, cicatrizes não doem, apenas relembram. agora está tudo bem, pois foi necessário; eu apenas cresci com isso, me compreendi, logo que parei de ter pena de mim. no fim. você não havia levado tudo, na verdade, não havia levado quase nada. há muito mais de mim agora.
“Tomei uma decisão definitiva: vou parar de reclamar da vida. Não adianta emburrar, se queixar, ficar com rugas antes da hora. A coisa é bem simples: existem coisas que a gente pode fazer e outras que a gente não pode. O que depender de mim eu faço. O que depender dos outros, bem, daí é com os outros.”— Clarissa Corrêa